Centristas revelam propostas e criticam executivo

A Comissão Política Concelhia da Batalha do CDS-PP e os seus e eleitos locais [vereador e deputados municipais] divulgaram um comunicado no qual revelam propostas que têm apresentado nos órgãos municipais e tecem duras criticas ao executivo, bem como ao PSD e à JSD do concelho.

No documento, intitulado “Ao encontro dos batalhenses” e publicado no domingo, 30, o vereador Horácio Francisco e os deputados pelo CDS-PP à assembleia municipal afirmam que “têm vindo a fazer propostas para a devolução aos munícipes de 2% do IRS, redução da derrama às empresas instaladas no concelho, eletrificação do IC1 entre a Amieira e Santo Antão e de extinção/dissolução da Iserbatalha desde de 2013, com a integração dos seus colaboradores na câmara municipal, respeitando os seus direitos e deveres”.

Os centristas propuseram ainda “a atribuição da medalha do concelho ao Dr. Francisco Xavier dos Santos, ilustre causídico, criação de espaços para informação condigna de obituário, criação de estudos sobre a envolvente do mosteiro e estacionamento de autocarros e reabertura da Escola de Artes e Ofícios, visando a criação de uma escola superior de recuperação do património na área da cantaria e dos vitrais”.

O documento explica que os representantes do CDS-PP “sempre se pautaram por uma participação democrática, apresentando até recomendações, sugestões e propostas, quer na câmara, quer na assembleia municipal, mas que infelizmente, ou são reprovadas pela maioria do PSD, ou se aprovadas, não tem posteriormente execução prática”.

Sobre o abandono da última assembleia municipal, a 28 de novembro, o vereador e os deputados municipais do CDS-PP explicam que a atitude “teve por base, entre outros [aspetos], a maioria do PSD ter procurado constantemente calar a oposição com inverdades, com constantes ameaças de procedimentos criminais”.

Os subscritores do documento afirmam que “não toleram irresponsabilidades, inverdades, demagogias, hipocrisias e muito menos o machismo patriarcal que envolve os presidentes da assembleia e da câmara municipais”, destacando que “sempre defenderam que não se pode confundir órgãos executivo e deliberativo”, “uma tradição que tem vindo a ser imposta, em claro e total desrespeito à oposição”.

Os centristas adiantam que “não podem tolerar” que o presidente da assembleia municipal “aceite constantemente interferências do presidente da câmara municipal, monopolizando-a e dando conselhos políticos e outros, aos seus acólitos, em plena assembleia, visando desvirtuar o sentido de voto pessoalizado”.

Na sequência da última assembleia municipal e dos comunicados então divulgados pela concelhia e juventude do PSD da Batalha, os eleitos pelo CDS-PP respondem que “repudiam veementemente” os documentos e “contestam todo o seu articulado porque é infundado”, bem como “as declarações e informações do presidente da câmara e de alguns vereadores da maioria, faltando à verdade, desrespeitando uma vez mais os munícipes e cidadãos do concelho e não respeitando na generalidade os eleitos locais, abrangidos pelo estatuto da oposição”.

Na altura, em novembro, a concelhia da Batalha do PSD emitiu um comunicado em que “rejeitava a ação politiqueira liderada pelo dirigente local do PS e que arrastou os três eleitos do CDS-PP para o abandono dos trabalhos da assembleia municipal”.

“O PSD lamenta profundamente que os eleitos do PS, que têm pugnado pela mais completa ausência de alternativas, na sessão de maior importância anual, de aprovação do plano e orçamento para 2019, tenham assumido a opção de furtar-se ao debate democrático e não apresentar uma única proposta para o desenvolvimento do Concelho da Batalha”, referiam os social-democratas.

A concelhia do PSD “exorta ao sentido de responsabilidade e dever dos representantes locais do PS e CDS-PP na participação nos órgãos autárquicos para que foram eleitos pelos cidadãos, contribuindo com alternativas e apresentando propostas concretas para a resolução das questões que afetam e preocupam os batalhenses, ao invés de se refugiarem em falsas polémicas e artifícios partidários que nada, nem ninguém, servem”, adiantava o comunicado, subscrito pelo líder do PSD/Batalha, André Loureiro.

Em resposta, a concelhia do PS considerava que “a resposta [do PSD/Batalha] cinge-se a um ataque pessoal ao presidente da concelhia do PS como se os deputados municipais quer do PS quer do CDS fossem mentecaptos, ignorando-os completamente que é exatamente uma das razões que levou ao nosso protesto”.

“Argumentam que o PS não deu qualquer opinião sobre o orçamento. Extraordinário. Se o presidente da câmara cumprisse a lei e o direito do estatuto da oposição teríamos dado a nossa opinião. Mas nem sequer os vereadores da oposição tiveram oportunidade de emitir opinião sobre a formação do orçamento que apenas lhe foi presente já concluído”, referiam os socialistas da Batalha em comunicado.

A JSD da Batalha também emitiu um comunicado sobre este assunto, em linha, naturalmente, com o que refere a concelhia do PSD.


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