Censos põe candidaturas a 'olhar para o copo' de maneira diferente

Os resultados preliminares dos Censos 2021 provocaram análises diferentes, sobre os mesmos números, do movimento “Batalha é de todos” e da candidatura “Somos Batalha” (PSD), com o primeiro a acusar a atual gestão autárquica de responsabilidade na diminuição da população.

“As selfies não geram desenvolvimento, mas geram perda de população. Já poucos teriam dúvidas sobre a gestão errónea e errada, implementada pelo atual presidente da câmara. E mesmo para esses, os resultados preliminares dos Censos 2021 deveriam obrigar a uma profunda reflexão, porque algo de muito grave se tem passado pela gestão dos destinos do concelho”, refere, em comunicado, o movimento apoiado pelo PS.

“Os Censos 2021 mostram-nos que o concelho perdeu 1,6% da população em 10 anos. São números que até podem parecer não demasiado graves ou preocupantes. Mas são, de facto, muito preocupantes. E muito mais preocupantes se tornam quando olhamos para as perdas ocorridas nas freguesias: São Mamede perdeu 5,1% dos habitantes; a Golpilheira perdeu 5,3%; e o Reguengo do Fetal perdeu 11,9%”, adianta.

Já a candidatura “Somos Batalha”, liderada pelo atual presidente do município, refere que a “Batalha [está] melhor que a média nacional. O município regista um ajustamento de apenas -1,61% da população, valor que compara melhor com a média nacional (-1,9%), representando uma diferença de apenas -255 habitantes registados, face a 2011”.

“Ao nível das freguesias, a da Batalha regista um crescimento positivo (+3,15%), em linha com as zonas mais urbanas. As demais freguesias registam ligeiros ajustamentos em baixa. Na região de Leiria apenas registam ligeiros crescimentos os municípios urbanos de Leiria (+1,4%) e Marinha Grande (+0,9%), todos os demais registam perdas bastantes superiores ao concelho da Batalha: Porto de Mós (-4,6%); Ourém (-3,0%); Alcanena (-10%) e Alcobaça (-3%)”, explica a lista do PSD.

Já a Iniciativa Liberal afirmou, a propósito de uma descarga poluente no rio Lena, no dia 23 de julho, que “os batalhenses estão cansados de sofrer pela irresponsabilidade de alguns e pela inação do município junto das autoridades centrais – ou melhor, cansados do show off mediático e sem resultados”.

No Dia Mundial da Conservação da Natureza, 28 de julho, a candidatura liderada por Dário Florindo, acrescentou que, “consciente do monumental falhanço nas políticas ambientais na Batalha, coloca esta questão [ambiental] no topo das suas prioridades”.

Entre as medidas que defende contam-se: assegurar a expansão da rede de saneamento e melhoria da existente (sobretudo na freguesia de São Mamede), de forma a combater as perdas de água, definir uma solução intermunicipal imediata para a criação de uma ETES, assegurando a fiscalização das normas e legislação em vigor junto das empresas relacionadas com a produção agropecuária; criação de uma verdadeira ecovia (sem pavimento betuminoso) entre a Batalha e os concelhos limítrofes, e o lançamento de um programa de diminuição e compensação do carbono e poluição produzidos na Batalha.

Por seu lado, a lista “Batalha no Coração” (CDS), liderada por Horácio Francisco, considerou que a entrega do processo relativo à sua candidatura, no Tribunal de Porto de Mós, no dia 30 de julho, “foi apenas o primeiro passo para a mudança, porque a mudança é aqui - sempre com a Batalha no Coração”.

A CDU e o Chega também anunciaram candidaturas à Câmara da Batalha, mas não revelaram qualquer ação ou informação, que tenha chegado ao Jornal da Batalha, nos últimos dias.


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