Casos ativos descem após mês com aumento de vítimas mortais

O número de pessoas falecidas no concelho da Batalha com Covid-19 aumentou para 18 no último mês, segundo o boletim sobre a pandemia divulgado no dia 12 de março pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria.

No distrito de Leiria já não há concelhos sem registo de falecimentos, apresentando Castanheira de Pera (5) Pedrógão Grande (6), Nazaré (16) e a Batalha números mais baixos. No caso da Batalha, há ainda a registar a morte de um cidadão natural do município, mas residente no distrito de Aveiro.

O concelho de Leiria apresenta o maior número de vítimas mortais (164), seguindo-se Caldas da Rainha (119) e Pombal (104).

No que respeita aos casos ativos, a Batalha apresenta 26, havendo dez concelhos com números inferiores. O município Caldas da Rainha concentra 152 casos ativos, seguindo-se Leiria (71) e Peniche (66).

Desde o início da pandemia, revistaram-se 790 casos confirmados no concelho da Batalha.

Os municípios de Castanheira de Pera (166), Pedrógão Grande (196) e Figueiró dos Vinhos (414) são os menos afetados. Pelo contrário, Leiria (6.841), Pombal (3.271) e Alcobaça (2.918) apresentam o maior número de pessoas infetadas desde março de 2020.

O concelho tem um novo centro de vacinação, instalado na Exposalão, com quatro linhas de que podem duplicar em função das necessidades e capacidade até 500 pessoas por dia. O projeto é possível através de uma articulação entre a Direção-Geral de Saúde, a Unidade de Saúde Familiar Condestável (Batalha) e o Centro de Exposições da Batalha, que disponibiliza o espaço.

Para além deste centro, a autarquia organizou um segundo ponto de vacinas no edifício da freguesia de São Mamede, por ser o local mais distante da sede do concelho e assim evitar deslocações à população, com capacidade para administrar 150 vacinas por dia.

Para facilitar o acesso dos mais idosos à vacinação, a Câmara da Batalha está a disponibilizar um serviço de táxi gratuito, que funciona através de chamada telefónica, bem assim desenvolve o apoio no contacto com os utentes para o processo de vacinação, através de comunicação telefónica ou no contacto direto nas suas residências.

No concelho foram abrangidas 900 pessoas integradas na primeira fase de vacinação, dirigida a utentes com mais de 50 anos, com patologias associadas, e para pessoas com 80 ou mais anos de idade, incluindo os lares, profissionais de saúde e bombeiros, prevendo-se este número possa duplicar nas próximas duas a três semanas.

A Batalha prepara o desconfinamento com a retoma campanha de testes rápidos à COVID-19 junto dos setores mais vulneráveis e garante a testagem no arranque das aulas

No dia 11 de março, a autarquia anunciou que vai dar início à campanha de realização de testes rápidos à Covid-19 por antigénio e assegurar a testagem do pessoal não docente e docente a exercer funções no pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico afeto às creches.

A campanha inclui também os sectores mais vulneráveis e expostos como a construção civil, a indústria e a restauração e “resulta da aplicação da estratégia de prevenção no atual contexto da pandemia, com o intuito de prevenir o risco de contágio e de surgimento de surtos na comunidade”, explica o município.

Os testes serão administrados nas instalações do Complexo Desportivo da Batalha (Zona Desportiva) e no edifício da Junta de Freguesia de São Mamede, devendo os interessados proceder à respetiva inscrição, gratuita, através do endereço https://teste-covid.batalhaonlife.pt “O projeto será faseado e gradual, estando previsto na primeira fase, para pessoas e atividades económicas prioritárias, atingir o objetivo de 1.600 testes. Nas fases subsequentes e generalizadas a toda a população, poderão ser realizados até 500 testes por semana”, explica o residente da câmara municipal, Paulo Batista Santos.

Entretanto, o autarca, também vogal do conselho diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), defendeu a inclusão nas prioridades de vacinação dos funcionários municipais afetos à educação e dos serviços de proteção civil. 

Para Paulo Batista Santos, “estes funcionários asseguram serviços essenciais e com um grau elevado de risco de contágio de Covid-19, em linha com o que sucede com outras profissionais já consideradas de risco e, no caso da educação, como fator de prevenção para a retoma do ensino pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico”.

“No tocante aos serviços municipais de Proteção Civil, estes profissionais são equiparados nas suas atribuições aos corpos de bombeiros, pelo que é compreensível que tenham o mesmo tratamento prioritário ao nível da vacinação”, conclui o autarca.

A câmara municipal reforçou o programa “Batalha Solidária” com a disponibilização de refeições para ajudar famílias afetadas pela pandemia e também a restauração. Os restaurantes locais e as associações representativas do sector da restauração foram contactadas para celebrar um acordo de colaboração para o fornecimento em regime de take away das refeições necessárias e que se estimam, uma primeira fase, entre 900 a 1.500 no mês de arranque, correspondendo a um apoio inicial de 12 mil euros.

O programa de apoio às refeições e à restauração está orientado para as famílias com rendimento “per capita” inferior ao salário mínimo nacional e que procedam à sua pré-inscrição junto dos serviços de ação social.

 


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