Casal de burlões da Batalha acusado de 50 crimes

Um casal residente na Batalha foi acusado pelo Ministério Público (MP) de Leiria da prática de 50 burlas, no período de seis anos, que lesaram em quase 15 mil euros pessoas residentes de norte a sul do país.

Os arguidos, Sérgio Silva e Tânia Tomé, de 32 e 36 anos, estão acusados de cometer em coautoria “51 crimes de burla qualificada, um deles na forma tentada, e um crime de uso de documento de identificação alheio”, revelou o MP esta quarta-feira, 17.

Como o Jornal da Batalha noticiou em abril deste ano, o casal publicitou na Internet para arrendamento apartamentos de terceiros e pôs à venda diferentes bens que não enviou às vítimas.

“No período entre setembro de 2012 e março de 2018, os arguidos publicaram anúncios nos sites Olx, Custo Justo e Booking para arrendamento de casas - apartamentos e vivendas - para férias ou habitação permanente, situadas em diversos locais do país, nomeadamente, Leiria, Nazaré e a zona algarvia”, descreve a acusação.

Perante os anúncios, as vítimas “entabularam negociações com os arguidos”, que lhes “solicitaram a transferência bancária de montantes, a título de caução ou de sinal dos arrendamentos de imóveis”. Posteriormente, as vítimas “constataram que não existia qualquer apartamento para arrendamento”.

O MP considera ainda “indiciado que os dois arguidos, em conformidade com um plano delineado e também com o recurso à Internet, designadamente através do Facebook e acedendo ao Messenger, colocaram fotografias de artigos para venda, como mobiliário para a casa, eletrodomésticos, produtos informáticos, máquinas fotográficas, tablets e Play Station 3”, que não entregaram aos compradores.

As vitimas “estabeleceram diálogo com os arguidos, através da Internet e no decorrer da troca de diversas mensagens, efetuaram transferências bancárias para o N.I.B. fornecido pelos arguidos. Não obstante, os ofendidos não receberam os seus artigos, nem lhes foi devolvida a importância enviada”, refere a acusação, que destaca o facto de “os arguidos, na sua atuação, utilizaram documentos de identificação de terceiros”.

“Neste contexto – conclui o MP - foram efetuadas [para os arguidos] transferências bancárias, no montante total de 14.706,52 euros”.

O arguido Sérgio Silva vai manter-se em prisão preventiva – condição em que já se encontrava desde 14 de abril último – a aguardar o desenvolvimento do processo, enquanto Tânia Tomé continua em liberdade, com a obrigação de se apresentar periodicamente às autoridades policiais.

Num email enviado ao Jornal da Batalha, a 9 de abril último, Sérgio Silva afirmou que “tanto a notícia [então publicada] como os comentários” feitos na Internet “são falsos”.

O arguido considerou o que “o que o jornal fez [a divulgação da notícia em abril] é crime”, adiantando que iria “tomar medidas” se não fosse “contactado com urgência” pelo Jornal da Batalha.


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