Campa em pedra desparece do cemitério do Reguengo

O “desaparecimento” de uma campa em pedra do cemitério do Reguengo do Fetal, no dia 24 de julho, que motivou a indignação da família e perplexidade dos residentes na freguesia, motivou em meados de outubro uma “nota de esclarecimento” da autarquia local.

O executivo da junta “teve conhecimento em 24 de julho de 2021, do desaparecimento da campa colocada sobre o coval nº 88, propriedade de António Ramiro Rodrigues Caixeiro, onde se encontram sepultados os seus pais”.

A situação foi detetada pelo queixoso naquele dia, quando se deslocou ao cemitério e se deparou se com a falta da campa e informou o presidente da junta desta ocorrência.

“Desconhecia-mos esta situação e tentámos apurar o que poderá ter acontecido. Falámos com pessoas que vão com muita regularidade ao cemitério, com o nosso colaborador e com o prestador que nos faz os serviços fúnebres. Não obtivemos qualquer resultado”, explica a junta.

“No início de agosto, solicitamos apoio jurídico ao Município Batalha. Reforçamos o pedido de apoio jurídico novamente ainda em agosto”, mas sem resultados.

No início de setembro, a autarquia reuniu com António Caixeiro e a mulher, informando-os que “não tinha havido qualquer evolução porque continuava a aguarda um parecer jurídico sobre este caso. Pediu-lhes que aguardassem mais alguns dias”.

A junta “voltou a insistir com o município, manifestando a urgência do referido parecer mas, até este momento (15 de outubro), tal parecer ainda não chegou à junta”.

No entender da junta, “sendo o coval propriedade de António Ramiro, será ele o responsável por preservar os bens que se encontram nesse espaço, no entanto a lei poderá ir noutro sentido”.

“Por este motivo vamos voltar novamente a pedir o apoio jurídico ao município para que no mais curto espaço de tempo possível possamos concluir esta situação”, conclui o executivo da freguesia.

António Caixeiro considera a situação uma “tragedia horrível”, explicando que tentou “encontrar uma solução pacífica e plausível”, com o presidente cessante e com o eleito, mas a sua “desilusão foi total”.

“Penso que estes senhores ainda não interiorizaram a gravidade do que se passou e quanta é a tristeza e o mau estar que nos está a causar esta situação. Não houve desculpas, nem explicações para este acto nauseabundo. Para mim, foi como se tivessem desenterrado os meus pais”, conclui.


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