Burlões do concelho condenados a prisão

O Tribunal de Leiria condenou, no dia 30 de janeiro, um homem residente no concelho da Batalha a sete anos de prisão, bem como a sua companheira à data dos factos, a uma pena efetiva de quatro anos, pela prática de crimes de burla e corrupção.

A seis anos de prisão efetiva foi condenado um chefe da guarda prisional pelos crimes de burla qualificada e corrupção ativa e passiva. Como pena acessória ficou proibido de exercer a profissão por quatro anos.

Este arguido, segundo o tribunal, foi o responsável por "facilitar os meios" a líder do grupo, o homem residente na Batalha, ao introduzir telemóveis na cadeia.

O coletivo de juízes condenou ainda duas mulheres, a companheira do principal arguido, a uma pena efetiva de quatro anos, e outra arguida a três anos, neste caso suspensa por igual período.

Os outros dois envolvidos no processo foram absolvidos "por não se provar que tenham tido participação" nos crimes.

O Ministério Público de Leiria tinha acusado seis pessoas – incluído um casal residente na Batalha - de corrupção, extorsão e burla, crimes cometidos contra 80 pessoas a partir do Estabelecimento Prisional de Leiria, entre novembro de 2015 e novembro de 2016.

Os quatro homens e duas mulheres, com idades entre 19 e 56 anos, ter-se-ão apoderado de 11.500 euros das vítimas, cujos contactos e outros elementos obtiveram na Internet e nos jornais.

Na posse de dados como desaparecimento de animais ou arrendamento de imóveis, o principal arguido contactava as vítimas e chantageava-as, usando telemóveis que seriam comprados por um subchefe da guarda prisional.

Num processo julgado antes, o arguido da Batalha, de 31 anos, foi condenado pelo Tribunal de Leiria a cinco anos e dois meses de prisão efetiva, por burla qualificada e furto. A sua namorada, coautora dos crimes, apanhou três anos e dois meses de prisão, suspensa pelo mesmo período. Segundo o acórdão, inventavam multas e convenciam as vítimas a pagá-las para evitarem processos judiciais.


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