José Travaços Santos


Bombeiros, serviço, dedicação, sacrifício


É da natureza humana ansiar e lutar por um mundo melhor, mas da mesma natureza surge inexplicavelmente a vontade de o tornar ainda pior.
Aos cataclismos naturais continuam a juntar-se as tragédias provocadas pelo homem, fruto da diabólica crueldade, tantas vezes autodestrutiva, ou em nome das mais aberrantes ideologias, como sucede num crescendo de violência do nosso tempo.
Entre outras manifestações de puro ódio, mas a mais grave e mais odiosa de todas, estão os atentados contra a Humanidade perpetrados pelos extremistas do autoproclamado Estado Islâmico, subvertendo inclusivamente a imagem do Islão em que a maior parte dos crentes anseia, tanto como nós, pela paz e harmonia entre os povos. Aliás, temos um bom exemplo na comunidade muçulmana portuguesa, pacífica e integrada na nossa escala de valores.
Ora, não obstante este alarmante estado da sociedade contemporânea, há ainda homens e instituições empenhados na edificação do bem comum e no socorro desinteressado às populações nos momentos mais aflitivos, acudindo-lhes mesmo com risco da própria vida como neste doloroso momento em que ocorrem os maiores e mais devastadores incêndios que, como uma praga, têm transformado os nossos Verões num verdadeiro inferno.
Mas não era precisa esta imagem de serviço, de dedicação e de sacrifício, (quantos Bombeiros já perderam a vida ou ficaram gravemente feridos no cumprimento das suas funções?) das nossas Corporações, que se repete cada vez mais com maior frequência, para elas serem credoras do nosso respeito e da nossa admiração.
Ao longo do ano a sua acção é contínua e benfazeja, porta única a que podemos recorrer a qualquer hora e está sempre disponível para nos valer.
Na nossa comunidade municipal podemos gabar-nos de ter uma das mais prestigiosas Corporações do País, bem servida por gente dedicada e bem orientada por direcções e comandos capazes e empenhados.
Se às páginas de um jornal competisse atribuir condecorações, os nossos Bombeiros Voluntários ostentariam para já a medalha de ouro do humanitarismo.
 


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