Entrevista: Francisco Oliveira Simões

Fotografia: Steve Kong e H. Melnicky

Big Eyes - A nova geração do rock / Big Eyes - The new breath of rock

Quero-vos apresentar uma das minhas bandas favoritas. Vem de Nova Iorque e nasceu há dez anos. O seu estilo, ligado ao rock alternativo, tem vindo a inspirar muito do que escrevo, até mesmos as crónicas neste jornal. Comecei a ouvi-la há alguns anos e despertou-me logo o interesse pela sua irreverência e regresso às raízes da música, mas só agora tive o privilégio de entrevistar Kaitlyn Eldridge, a vocalista dos Big Eyes. Nesta conversa vamos conhecer o que faz desta banda um novo alento para se escrever mais uma página na História do Rock.

Qual é a origem do nome da vossa banda?

É o título de uma música dos Cheap Trick. Eu sou uma enorme fã deles desde os tempos de escola. Eu sabia e queria referenciá-los no nome da nossa banda, por isso fiz uma lista de alguns dos títulos das músicas e das letras dos Cheap Trick. Big Eyes pareceu-me o nome mais sonante e que melhor combinava com a banda.

Como é que os membros da banda se conheceram?

Eu comecei a banda no ano de 2009, com uma identidade completamente diferente. O Paul tinha-se mudado para Nova Iorque quando entrou para universidade, foi nesse momento que começou a ir aos nossos concertos. Numa noite ofereceu-se para nos ajudar a carregar o material para o local do concerto. Nos anos seguintes fomo-nos cruzando em vários sítios, até que em 2015 eu precisei de um baixista e o Paul subiu logo ao palco. Um ano depois decidimos que queríamos mais um elemento na banda, foi nessa altura que o Paul entrou como guitarrista. Pouco tempo depois entrou o Jeff (irmão do Paul) para preencher a vaga de baixista, desde aí a banda ficou completa.

Qual é o escritor que mais te influencia na criação das letras?

Eu sempre fui uma grande fã das letras do Paul Westerberg. Eu admiro a habilidade dele para escrever letras onde nos conseguimos relacionar e rever.

Para além dos Ramones, qual é a banda que mais ouvem e admiram?

Eu vou ver os Cheap Trick sempre que dão um concerto em Nova Iorque. No ano passado eu e o Jeff chegámos a apanhar o metro para Westchester County, numa viagem interminável, só para os ver. Eu adoro-os. A única banda “nova” de que sou grande fã é a The Lemon Twings. A banda é composta por dois jovens irmãos (eu acho que um deles ainda é adolescente) de Long Island (de onde eu também venho!). Eles são letristas, músicos e artistas incríveis. Eu já tenho bilhetes para ver dois concertos deles neste Inverno, mal posso esperar!

Qual foi o pior sítio onde tocaram?

Eu tenho tido sorte suficiente nos concertos fantásticos onde temos tocado, no entanto, também temos tido alguns fracassos. O primeiro de que me lembro foi há um ano. Nós participámos num festival em Charlestown, no estado de West Virginia – uma vila e um estado onde nunca tinha atuado. Só estavam cinco pessoas a assistir, que na verdade vinham para ver outra banda, que iria tocar a seguir, nós não lidámos muito bem com isso. O organizador nem se deu ao trabalho de aparecer, sem percebermos a ordem dos concertos, acabámos por abrir o festival. A eletricidade foi abaixo, pois o local não estava preparado para ter bandas a tocar ao vivo. O sítio era o tipo de bar onde iria beber alegremente algumas cervejas, jogar setas, mas nunca fazer um concerto. O resto da noite foi estranha. Nós acabamos por nos rir e por aproveitar a companhia uns dos outros, mas eu duvido muito que volte a tocar em West Virginia.

Qual é a mensagem que querem passar com a vossa música?

Isto parece dolorosamente piroso, mas a música fez-me ultrapassar muitas dificuldades na minha vida, e eu fico muito agradecida por poder, em certa medida, devolver essa ajuda através do meu contributo. Há pessoas que ocasionalmente me escrevem sobre como se reviram com certas músicas, e que isso as ajudou em tempos difíceis. Para mim isso significa tudo.

Eu adoro todas as vossas músicas, principalmente a Back From the Moon. Qual é a história por trás desta música?

Eu estava a namorar com alguém que vivia a umas horas de minha casa, e ele ia alternando de humor, umas vezes era genuinamente preocupado e atencioso, outras estava distante e frio. A situação era extremamente confusa para mim, mas quando se é jovem e está apaixonado, às vezes deixamos a prudência fugir ao sabor do vento. Eu estava magoada e de coração partido, foi aí que decidi escrever o Back From the Moon, para contar toda essa experiência.

Muito obrigado pela entrevista, espero ver-vos a atuar em Portugal brevemente. Quando é que pensam vir mostrar o vosso talento aos países europeus?

Vamos lançar um novo álbum em 2019, por isso espero fazer concertos pela Europa já este ano. Nós só fomos aí em 2013, acho que já está na altura de regressarmos.

I want to introduce you to one of my favorite bands. They come from New York and were born ten years ago. Their style, heavily influenced by alternative rock, has greatly inspired me on my writing, even in the chronicles of this newspaper. I began to listen to them a few years ago and immediately became in love with their irreverence and their capability and courage of going back to the roots of music, but only now I´ve had the privilege of interviewing Kaitlyn Eldridge, the lead singer of Big Eyes. In this interview we will know everything that makes the Big Eyes a new breath to write another page in Rock History.

What is the origin of your band name?

It’s a Cheap Trick song title - I’ve been a huge fan of theirs since I was in middle school. I knew I wanted the band name to be a Cheap Trick reference, so I made a list of a bunch of their song titles and lyrical references. Big Eyes seemed like the catchiest name and overall best fit.

How did the band members get to know each other?

Back in late 2009 when I started Big Eyes, we had a completely different lineup. Paul had recently moved to New York City to go to college, and started coming around to local shows. One night he offered to help us load our gear into the venue. We crossed paths here and there over the next few years, and in early 2015 I needed a bass player, and Paul was down to join. About a year later, we decided to make the band a 4 piece and Paul moved over to guitar. Shortly after that we got Jeff (Paul’s brother) to fill in on bass for a tour, and he was down to join for good!

Who is the writer most influences you in the creation of your lyrics?

I’ve always been a huge fan of Paul Westerberg’s lyrics. I admire his ability to write affecting and relatable lyrics, while adding in a sense of humor with puns and idioms.

Besides the Ramones, which band do you most follow and admire?

I will see Cheap Trick any time they pass through town! Jeff and I even took the Metro North an hour north up to Westchester County to see them last fall. Absolutely love ‘em. The only “new” band I am major fan of is The Lemon Twigs. They are two young brothers (I think one of them is still a teenager) from Long Island (where I am also from!). They are seriously amazing songwriters, musicians and performers. I’ve got tickets to see them twice this winter, can’t wait!

What the worst spot where you performed?

I’ve been lucky enough to play many amazing shows, but with that, I’ve also played many flops as well. The one that first comes to mind was a little over a year ago. We played an absolutely awful show in Charlestown, West Virginia - a town and state I’ve never played before. There were about 5 people there, who actually came to see the other touring band, whom we did not fit well with at all. The local opener didn’t even bother to show up, so we ended up having to play first. The layout and lighting were completely off for having live bands play. It was the sort of dive bar that I would happily drink a couple beers in, play a game of darts, but just really not a great place for a show at all. The entire thing was just flat out awkward. We ended up laughing about the whole thing and enjoying ourselves regardless, but I highly doubt I’ll play West Virginia again any time soon.

What is the message you want to spread with your music?

It might sound painfully cheesy, but music has gotten me through many rough patches in my life, and I feel extremely grateful to be able to give that back to some extent. People occasionally write me to say they are really relating to a song, and that it’s been helpful to them in a difficult time. It means the world to me.

I love all your songs, particulary Back From the Moon. What is the story behind this song?

I was sort-of dating somebody who lived a few hours away from me, and he would alternate between seeming genuinely caring and thoughtful, and being very emotionally distant and cold. The situation was extremely confusing to me, but when you’re young and in love, sometimes you throw caution to the wind. I was smitten, eventually heartbroken, and then wrote “Back From the Moon” about the experience.

Thank you very much for the interview and I hope see you playing in Portugal soon. When do you expect to come and show your talent in european countries?

We will have a new album out in 2019, so I’m hoping sometime later in the year we can make our way over to Europe. We have only been over there once, back in 2013, so I feel like we are well past due for another trip!

 


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