Batalha reclama abertura de aeroporto em Monte Real

A abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil é “uma questão de bom senso” e “uma questão estratégica nacional” para o presidente da Câmara da Batalha, Paulo Batista Santos, cuja concretização “não é um problema” de recursos financeiros.

O autarca alertou, por outro lado, num fórum em Leiria, na segunda-feira, 18, que populações e “movimentos estão fartos da indecisão sistémica dos portugueses e dos governantes”, nomeadamente sobre este projeto, reclamado há mais de duas décadas.

Paulo Batista Santos considerou, durante o “Fórum Aviação Civil em Monte Real: uma aposta para o desenvolvimento futuro da região”, que o aproveitamento civil da infraestrutura “é uma questão de bom senso, estratégica nacional e uma questão não apenas do turismo”.

No fórum, que decorreu no Teatro José Lúcio da Silva, sob organização da Câmara de Leiria, foram apresentados dois estudos – de viabilidade técnica e de análise ao potencial de tráfego –, da autoria da consultora Roland Berger, encomendados pelo município anfitrião e pelo da Marinha Grande.

O projeto é sustentado no crescente sucesso do turismo de Fátima, responsável por 71% do potencial de tráfego – 600 a 620 mil passageiros/ano no total no início - seguindo-se o turismo empresarial e de negócios (9%), da diáspora (8%) e outro turismo (12%).

O investimento inicial na BA5 é de 20 milhões de euros (a preços de 2016), metade dos quais destinados a melhoramentos nas pistas. Os estudos preveem receitas de 1,3 milhões de euros no ano de arranque, que subiriam para 9,1 milhões em 2025 e 20,3 milhões passados 25 anos (um crescimento de 3,3%).

A estrutura de custos evoluiria, nos mesmos períodos, de 3,1 milhões de euros para 6,3 milhões e 12,8 milhões de euros em 2050 (um agravamento de 2,9%.

“O dinamismo económico e empresarial da região irá seguramente gerar os meios suficientes para fazer este investimento”, destacou o presidente da Câmara da Batalha, explicando que a região a 100 municípios contribui com 35 mil milhões de euros para o PIB nacional (20%), alberga mais de 250 mil empresas e lidera a execução de fundos do Portugal 2020.

Para o autarca, trata-se de “um desafio regional” numa faixa litoral atlântica onde numa “extensão de 300 quilómetros não há uma infraestrutura aeroportuária”, situação que não se repete no país.

“Não se trata de um problema de dinheiro, é um problema de convicção, consensos, e de coesão nacional”, adiantou o autarca, considerando que “este investimento é estratégico também para Lisboa e para o Porto, como é para todo o país”.

As duas áreas metropolitanas “tem muito a ganhar com este investimento”, porque “Leiria será certamente uma excelente porta de entrada” para aquelas regiões e para o interior do país.

Paulo Batista Santos alertou que há populações e “movimentos que estão fartos da indecisão sistémica dos portugueses e dos governantes”.

“Não é preciso estar à espera de um Portugal 2030 [fundos europeus] para resolver este investimento. É preciso bom senso, coesão e, sobretudo, uma visão estratégica do país”, concluiu.


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