Batalha: PSD repete maioria absoluta

A vitória do PS na assembleia de freguesia da Golpilheira, que retira o lugar de presidente da junta ao PPD/PSD, é a alteração mais significativa provocada pelas eleições autárquicas realizadas este domingo, 1, em que os social-democratas, liderados por Paulo Batista Santos, mantiveram a maioria absoluta na câmara municipal da Batalha.

A merecer destaque está também o resultado do movimento de cidadãos SIM – Somos Batalha, liderado por António Santos Cardoso, a única lista que não concorreu associada a uma sigla política, que garantiu dois mandatos na assembleia de freguesia da Batalha, bem como o facto de a CDU (PCP-PEV) não ter conquistado qualquer mandato nos três órgãos concelhios.

Na Golpilheira, o PS garantiu a eleição do presidente da junta ao conquistar 43,81% dos votos (386 eleitores, 4 mandatos); enquanto há quatro anos o lugar foi atribuído ao PPD/PSD, com 49,77% dos votos (429 eleitores, 5 mandatos). O PPD/PSD perdeu um mandato (4) e o CDS/PP conseguiu um (em 2013 não concorreu).

Uma vez que nenhum dos partidos conseguiu a maioria absoluta, a composição da junta de freguesia não está ainda decidida. Como explica a Comissão Nacional de Eleições, “a eleição da assembleia de freguesia não deve confundir-se com a eleição da junta de freguesia. A primeira realiza-se por sufrágio universal, direto e secreto dos cidadãos recenseados na área da freguesia. O presidente da junta de freguesia é o  primeiro candidato da lista mais votada para a assembleia de freguesia. Os restantes membros da junta são eleitos na primeira reunião da assembleia de freguesia, de entre os seus membros, mediante proposta do presidente da junta”.

Na assembleia de freguesia da Batalha, o PPD/PSD manteve o cargo de presidente da junta de freguesia, agora ocupado por Rosa Abraul, com maioria absoluta, embora com menos um mandato (7); o PS (3 mandatos) e o CDS/PP (1 mandato) mantiveram os resultados de há quatro anos. A CDU (PCP-PEV) perdeu o mandato que tinha. O movimento SIM será o responsável pelas alterações registadas nesta assembleia, já que conquistou dois mandatos.

Na assembleia de Reguengo do Fetal, o PS ganhou um mandato (3) e o CDS/PP perdeu um (1). O PPD/PSD mantém o número de mandatos de há quatro anos (5), uma maioria absoluta defendida por Horácio Sousa.

Em São Mamede, Marco Vieira (PPD/PSD) foi reeleito presidente da junta de freguesia, com um resultado esmagador: 75,64% dos votos e mais dois mandatos (8). O CDS/PP perdeu dois mandatos (1).

Quanto ao número global de mandatos conquistados nas assembleias de freguesia, os resultados deste domingo, 1, não divergem dos verificados há quatro anos, no que respeita à liderança: o PPD/PSD conquistou os mesmos 24; ou seja, a maioria absoluta dos 40 lugares sujeitos a sufrágio. Já o PS aumentou de 9 para 10, o CDS/PP caiu de 6 para 4, a CDU (PCP-PEV) perdeu o único lugar que possuía e o movimento SIM – Somos Batalha conquistou dois lugares.

Na assembleia municipal também se mantém a relação de forças, com o PPD/PSD a liderar com maioria absoluta, com 13 dos 21 lugares, menos um do que há quatro anos, assumindo Júlio Órfão o lugar de presidente. O PS subiu dois lugares, para cinco, e o CDS/PP manteve os mesmos três. A CDU (PCP-PEV) perdeu o único mandato que possuía.

No que respeita à câmara municipal, os resultados, em termos de mandatos, são exatamente iguais a 2013. O PPD/PSD obteve a maioria absoluta (5 mandatos), elegendo Paulo Batista Santos para presidente, o PS conseguiu um e o CDSP/PP outro. Os três partidos subiram a votação: PDS 4.343 votos (53,80%), PS, 1.616 votos (20,02%) e CDS/PP 968 votos (11,99%). Em termos percentuais e em número de votantes, o PS foi o partido que mais subiu (4,28%, mais 416 votos).

O número global de votantes também subiu. Votaram 57,04% dos 14.154 inscritos, ou seja, 8.073 pessoas. Há quatro anos votaram 7.623 dos 14.172 eleitores inscritos (53,79%).

 


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