A Opinião de André Loureiro

Presidente do PSD da Batalha

Batalha pela Positiva: uma questão de atitude?

A mensagem que o nosso Município da Batalha adotou desde o início da pandemia é muito mais do que uma frase de sensibilização, tem de ser uma questão de atitude e de olhar para o futuro coletivo com confiança.

Passados mais de 18 meses a lidar com o coronavírus, a pandemia continua a constituir uma enorme ameaça. É um desafio para a humanidade e para cada um de nós em particular. Só poderá ser vencida se todos formos soldados nesta batalha, protegendo-nos a nós e protegendo toda a comunidade que nos rodeia. 

A generalidade dos municípios da região de Leiria, no momento em que escrevo este texto, registam uma situação de alerta e com um número crescente de casos ativos de infeção Covid. Dificilmente iremos evitar mais duas a três semanas com risco grave no critério oficial do Governo, o que gera reocupação junto das pessoas e vem agravar as consequências para a vida económica e social.

As autoridades têm vindo a tomar gradualmente as medidas necessárias para mitigar a progressão da pandemia. Ela é antes de mais um problema de saúde, mas se o tecido económico e social colapsar ficamos também com menos capacidade de apoiar o sistema de saúde. Os programas de apoio à economia que foram implementados são fundamentais para manter o equilíbrio social e podermos recuperar a dinâmica económica assim que vencermos a pandemia.

Neste particular, considero fundamental persistir numa atitude proativa de gerir a pandemia, como estamos fazer desde o primeiro dia, disponibilizando medidas de proteção a toda a população, seja através do incremento dos testes à Covid-19 ou na aceleração do processo de vacinação, mas também temos de assegurar a progressiva recuperação da vida social e assumindo como prioridade a recuperação dos negócios e do bem-estar da comunidade.

A saúde é a primeira prioridade, mas não nos podemos arriscar, na economia e nos direitos fundamentais, a deitar fora o bebé com a água do banho.

É certo que esta não é uma razão para sermos menos cuidadosos. Antes pelo contrário, até que o processo de vacinação conheça níveis de imunidade nos vários grupos etários, temos ainda mais obrigação de cumprir as regras recomendadas – lavar as mãos, desinfetar os objetos com que lidamos no dia a dia, evitar situações de aglomeração sociais sem os devidos cuidados, tudo com bom senso, sem alarme, com a consciência que estamos todos a contribuir para ultrapassar um momento muito difícil. Mas que temos de avançar e seguir em frente!

E na minha opinião, temos de avançar mais rapidamente em domínios como o reforço de apoios à saúde mental, na rápida dinamização e reabertura de todos os centros de dia e retomar as visitas aos lares e hospitais, fatores relevantes para a promoção da saúde e felicidade dos mais idosos e doentes. De igual forma, as atividades culturais, recreativas, desportivas e sobretudo as funções económicas devem conhecer o mínimo de restrições ao seu funcionamento, incluindo os serviços públicos essenciais na organização social.

As lições tidas no âmbito da pandemia são a nossa melhor garantia que podemos ir retomando a normalidade com responsabilidade. Neste pressuposto, a expressão “Batalha pela Positiva” é muito mais do que um ato de sensibilização, terá de ser uma atitude coletiva e mobilizadora.

 


NESTA SECÇÃO

O coração que canta

Francisco José, mais conhecido por ter dado voz à canção Olhos Castanhos, foi um extraordiná...

Exigência de assinatura dos mapas de km

As importâncias auferidas pela utilização de automóvel próprio em serviço da entidade patron...

O conto do vigário

Na política e na atividade pública não vale tudo. Aliás, o dever ético e deontológico implic...