MCCB (Museu da Comunidade Concelhia da Batalha)

Espaço do Museu

Batalha: a alma da vila turística

Afonso Lopes Vieira, o poeta e “filho adotivo” da Batalha, referiu-se a esta vila e ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória como o local “onde mais pátria há”, inspirado pela beleza e magnitude do monumento mandado construir por D. João I, após a vitória da Batalha de Aljubarrota em 1385.

O lugar onde a obra cresceu durante quase dois séculos trouxe novos habitantes àquela que era uma terra de ninguém, atraindo visitantes de todo o mundo.

Hoje, a Batalha recebe milhares de visitantes que vêm conhecer o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, classificado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1983.

Em 2017, o Mosteiro da Batalha foi o monumento mais procurado fora de Lisboa, tendo registado 492.093 turistas, dos quais cerca de 80% eram estrangeiros (dados consultados na página web da DGPC em: www.patrimoniocultural.gov.pt).

O aumento de visitantes tem-se vindo a verificar nos últimos anos, associando-se ainda ao facto de a Região de Turismo do Centro estar “na moda”, seja pelas distinções que lhe vêm sendo atribuídas, seja por acontecimentos atrativos (recorde-se, por exemplo, a vinda do Papa Francisco). Mas é também evidente a aposta dos equipamentos culturais na sua preservação e nos eventos culturais.

Na Batalha, assinalam-se os projetos ligados à preservação do monumento. O investimento na instalação de uma barreira na zona frontal pretende minimizar os efeitos causados pelo trânsito da variante do IC2, antiga estrada nacional n.º1 (EN1). A obra pretende proteger o monumento do ruído, das vibrações e do dióxido de carbono que diariamente é libertado por milhares de veículos.

Em 2018, o Ano Internacional do Património Cultural, destaca-se pela programação cultural que tem tido lugar na Vila, com concertos, exposições, congressos, apresentações de livros, entre muitas outras iniciativas.

À sombra do Mosteiro nasceu e cresceu a povoação que tem nome de Batalha e que recebeu título de vila e sede de concelho em 1500 por D. Manuel I.

A vila que se desenvolveu, que se desmoronou pelo terramoto de 1755 e pelas invasões napoleónicas e que se reergueu procurou manter-se bonita para si mesma e para os outros.

Entre línguas estrangeiras, entre selfies e souvenirs, entre hotéis e excursões, circulam as mulheres e os homens que aqui nasceram e cresceram; conversam os “chucha-rolhas”; recordam as várias “caras” que a vila teve os habitantes orgulhosos defensores e difusores da sua história; permanecem nas pequenas ruas e vielas os nomes de artistas, políticos, militares, médicos e outras figuras marcantes na Batalha.

No coração da vila, instala-se o Museu da Comunidade Concelhia, projeto da iniciativa do Município da Batalha, inaugurado em 2011, que envolveu investigadores os munícipes. Ergue-se no edifício com uma história de serviço à comunidade batalhense - a antiga sede da Caixa de Crédito Agrícola.

O Museu mostra aos visitantes de outras paragens a história de um território com milhões de anos, através de objetos oriundos de todo o concelho. Um museu que, nas palavras de Hugues de Varine, antigo diretor Conselho Internacional dos Museus “permite devolver aos habitantes uma identidade própria, uma história a um património que estavam obscurecidos pelo Mosteiro da Batalha, um monumento inscrito no Património da UNESCO que atrai multidões de turistas”.

Na Batalha, onde a história se constrói todos os dias, o Museu pode ser visitado de quarta-feira a domingo. Nos primeiros domingos do mês, os residentes e naturais do concelho contam com entrada gratuita.


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