Aves da Batalha cumpriu os objetivos apesar da pandemia

Ao longo do ano de 2020 o Grupo Aves da Batalha dinamizou 13 atividades, com distintos objetivos e em diversos locais do concelho. Entre elas, cinco saídas de campo diurnas para observação de fauna e flora e duas saídas no âmbito do projeto Vaca-loura.

O grupo também lançou desafios através do Facebook, dos quais se destacam as duas edições do "À Descoberta da Batalha" e o "Aí à janela" e aderiu ainda ao projeto “Vaca-loura”, à iniciativa “Polinizadores de Portugal” e ao desafio “Invasora.pt”.

No somatório das atividades e desafios participaram 130 pessoas. Este é um número inferior ao do ano de 2019 (300 pessoas), o que a organização justifica com “o período de pandemia e por não se terem realizado atividades com a comunidade escolar”.

Em 2020 houve saídas de campo em Reguengo do Fetal, Mata do Cerejal, Alcanadas, vale do Lena (Brancas e Faniqueira) - menos uma saída do que em 2019. No conjunto participaram de 52 pessoas.

Por duas vezes, os batalhenses foram convidados para um censo relâmpago “À descoberta da Batalha”, que visou recolher informação sobre a biodiversidade. Para serem considerados, os registos tinham de ser inseridos na plataforma do “iNaturalist”. A primeira edição decorreu entre 7 e 14 de junho e contou com 20 participantes, que inseriram 435 registos, de 202 espécies. Destacam-se as 105 espécies de flora observadas. A segunda edição decorreu no outono (8 a 15 de novembro) e juntou 11 naturalistas, que inseriram 81 registos, de 40 espécies.

Em finais de 2020, o grupo decidiu avançar com a construção de mais cinco caixas-ninho, tendo prevista a construção de um modelo para o peneireiro-vulgar, com madeira mais resistente e inspirado nos modelos criados pelo GREFA. O Grupo Aves da Batalha aderiu ainda a outros projetos ou atividades e desenvolveu ações de monitorização da biodiversidade (aves, mamíferos, répteis, anfíbios), de monitorização da flora autóctone e da flora exótica invasora, e concretizou parcerias (associação20por1linha). No âmbito da “ciência cidadã” esteve envolvido nos projetos “eBird” e “iNaturalist”.

Fazendo uma retrospetiva, “o grupo está muito satisfeito porque muitos dos objetivos estabelecidos para 2020 foram cumpridos com sucesso”. Por exemplo, foi mantido o número de atividades realizadas e aumentou a diversidade de temas ambientais abordados.

A pandemia dificultou o trabalho em alguns momentos, mas “foi um ano de grandes conquistas, tanto no número de espécies descobertas, como no número de pessoas envolvidas”.

“Fruto de todo o trabalho e esforço realizados ao longo dos quase três anos de existência, são vários os desafios que se colocam no caminho. O crescimento do grupo, tanto em diversidade de atividades e iniciativas organizadas, como no número de pessoas envolvidas e alcançadas, tem-o guiado por um caminho que não era sequer imaginado. Pretende-se por isso continuar com o bom trabalho desenvolvido até ao momento, contribuindo dessa maneira para uma Batalha mais conhecedora e capaz de preservar a saúde do seu património natural”, afirma o grupo no dossier de balanço do ano.

Atividades para 2021

• Realizar saídas de campo tendo sempre em vista os diferentes grupos de espécies silvestre.

• Promover iniciativas de “ciência cidadã” e manter a participação nos projetos aderidos em 2020. Se possível, aderir a novos projetos que surjam em 2021.

• Através de iniciativas de informação e capacitação, incutir nos batalhenses um espírito de proatividade para as problemáticas que afetam negativamente o ambiente no concelho e no mundo: poluição, qualidade da água, exóticas invasoras, etc.

• No que respeita às campanhas de recolha de lixo, existem locais do concelho onde, de forma crónica e continuada, são depositados lixo e entulho. Para acabar com este tipo de crimes contra o ambiente será necessário desenvolver uma estratégia conjunta que reúna os diferentes atores que gerem o território do concelho.

• Monitorizar as caixas-ninho já instaladas e instalar algumas mais. Pretende-se com este projeto realizar atividades de sensibilização com as escolas.

• Manter o trabalho de monitorização da fauna, em especifico da avifauna, e melhorar o conhecimento da distribuição de outras espécies que ocorrem no concelho.

• Continuar a inventariação de árvores de grande porte do concelho. A classificação do "carvalho do Padre Zé" como árvore de interesse público é um dos grandes objetivos do grupo para 2021.

• Pensar em estratégias que visem a valorização e proteção de áreas do concelho com elevado interesse biológico, como a Mata do Cerejal (Alcanadas), o Carvalhal do Reguengo do Fetal e a galeria ripícola que acompanha o rio Lena.

• Continuar a desenvolver boas relações e parcerias com as diferentes entidades locais, como o poder administrativo, as escolas e as associações socioculturais.


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