Autarquia considera “inaceitável” manutenção das portagens na A19

O presidente da câmara municipal considerou, no dia 17 de julho, ser “inaceitável” que o ministro do Planeamento e das Infraestruturas “continue a ignorar a proposta de redução de portagens na A19, por razões ambientais e de proteção do património histórico-cultural, como é o Mosteiro da Batalha”.

“Defendo a coesão territorial e concordo com os descontos anunciados, mas não aceito que neste “pacote” de medidas sejam incluídas - e bem - autoestradas do litoral como a A22 (Algarve) ou A28 (norte Litoral), e a A19, com apenas 16 quilómetros, não possa registar um incentivo ao desvio do tráfego pesado da zona frontal do monumento património da humanidade”, explicou Paulo Batista Santos.

O autarca garantiu ainda que o município “vai continuar a exigir esta decisão para a região, essencial ao plano de valorização do mosteiro, concertado com o governo no âmbito das medidas de proteção do monumento”.

Na perspetiva de Paulo Batista Santos, “a câmara municipal já fez a sua parte, com a intervenção na frente do costeiro, cabe ao governo cumprir com a sua, através da introdução de descontos nas portagens às viaturas pesadas de mercadorias”.

O presidente do município relembrou que “esta reclamação da redução das portagens é uma questão antiga, já demonstrada ao governo em várias circunstâncias”, referindo que “o que foi concertado com o secretário de Estado das Infraestruturas era o governo estudar esses descontos a par do que foi feito pelo município recentemente na frente do mosteiro”.

Por isso, “o governo deverá na mesma linha do que tem feito para outras regiões, e agora até regiões do litoral, aplicar os descontos nas portagens para viaturas pesadas de mercadorias, fomentando assim que todo o trânsito pesado passe a circular pela A19 e não na zona frontal do mosteiro”.

Para o presidente da Câmara da Batalha, “o governo está amarrado a um contrato de concessão que não quer ou não tem força negocial para que essa redução de portagens se concretize na Batalha e beneficie também os concelhos de Porto de Mós e Leiria”.


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