Aumentar tarifas em 8,5% “é uma crónica de subtração de dinheiro”

O aumento do tarifário aprovado para a Valorlis em 8,5% “é mais uma crónica nacional de subtração de dinheiro dos contribuintes”, afirma o presidente da Câmara da Batalha, Paulo batista Santos, considerando-a “abusiva e sem justificação económica ou de melhoria da qualidade do serviço”.

Aquele crescimento regista-se a par da subisda proposta de 100% da TGR, significando que “a região terá de suportar um custo efetivo de 57,40€ (35,4€+22€) por cada tonelada de resíduos depositados em aterro, o que representa um acréscimo de custo de 31,6% face ao ano de 2020, explica a autarquia em comunicado.

Em ofício dirigido à administração da Valorlis empresa, detida Empresa Geral de Fomento (EGF), responsável pelo tratamento dos resíduos sólidos urbanos dos municípios de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, o expressa “na qualidade de representante de um acionista minoritário e cliente, a sua total discordância por esta opção que considera abusiva de aumento da tarifa  em 8,5% sem justificação económica ou de melhoria da qualidade do serviço”.

Além disso, a EGF deve “pugnar pela sustentabilidade de um serviço essencial para as populações e acolher as sugestões dos municípios e adotar práticas de responsabilidade social e de lucro justo”.

Para Paulo Batista Santos, “em causa está o incumprimento da proposta técnica vinculativa por atuais acionistas privados do grupo EGF, aquando da aquisição da sua participação no processo de privatização, bem assim a violação dos pressupostos do processo de privatização e os princípios previstos no regime jurídico aplicável à atuação das entidades gestoras de sistemas multimunicipais de tratamento e de recolha seletiva de resíduos urbanos, uma vez que a empresa reclama compensações indevidas”.

A empresa apresenta um valor acumulado de exploração superior a 10 milhões de euros nos últimos três anos e “é inaceitável que a holding EGF esteja a financiar-se à custa da região de Leiria e dos cidadãos que terão pagar este aumento nas faturas da água nos próximos meses”, acrescenta Paulo Batista Santos.

 


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