A Opinião de António Lucas

Ex-presidente do Município da Batalha

Ano Novo

O ano que entretanto termina não deixará grandes saudades à grande maioria dos portugueses e também, certamente, à maior parte da população mundial.

Terminamos este ano da graça de 2020 com uma enorme esperança (para os que acreditam) na vacinação em massa da população mundial, de forma a ficarmos mais defendidos da doença Covid-19. Esperemos que o Estado, que somos todos nós, saiba fazer o seu trabalho e não deixe ninguém para trás.

Desejamos que termine bem o que começou mal, pois alguns “crânios” do grupo de trabalho queriam que os idosos ficassem de fora da vacinação, pelo menos na primeira fase, e como este segmento da população também é o mais vulnerável, que excelente oportunidade para aplicar a eutanásia sem aprovação da Assembleia da República. Felizmente aqui os políticos tiveram o bom senso de colocar de imediato o grupo de trabalho no lugar dele. Esperemos que a vida prática não venha a distorcer o planeamento da vacinação e ainda que as vacinas sejam mesmo eficazes. Haja esperança.

Sendo assim, o ano de 2021 será um ano de esperança, na área da saúde; será um ano de esperança na área da economia e será um ano de esperança na política, com duas eleições, as presidenciais e as autárquicas.

Esperemos que a vacina controle e vírus e nos deixe trabalhar para que a economia cresça e nos permita reduzir a brutal divida que temos sobre os ombros e que é urgente reduzirmos, sob pena de deixarmos este país para os nossos filhos e netos muito pior do que o recebemos dos nossos avós e pais. E a continuarmos a assobiar para o ar e a aumentar a divida, daqui a umas décadas, não muitas, a Segurança Social ficará por um fio, com as consequências que todos conhecemos, ou seja, com muitos problemas para conseguir pagar as reformas,

As dividas terão mesmo que ser pagas, pois se não pagarmos nós, passarão para os nossos filhos e netos. Será esse o legado que queremos deixar-lhes?

Em 2021 teremos no início do ano eleições presidenciais, à partida e segundo as sondagens, já ganhas por um dos candidatos. Esperemos que no próximo mandato faça melhor pelo país, com muito menos show off e “selfies” e mais trabalho eficaz.

Na parte final do ano, teremos eleições autárquicas, estas muito importantes para os 308 municípios do país. Também aqui se deseja que os candidatos se preocupem muito mais em estar ao lado dos cidadãos, empresas e associações, a trabalhar na resolução dos seus problemas e anseios e não apenas ao lado para tirar fotos para colocar nas redes sociais, promovendo o ego e pouco mais.

Parece que pelo nosso burgo andou recentemente a correr uma sondagem relacionada com as próximas eleições autárquicas. Parece também que encomendada por quem não deveria precisar de sondagem para saber que o trabalho desenvolvido é de excelência e sendo assim, a vitória estará garantida. Se quem devia não ter qualquer dúvida, está cheio de dúvidas, como andarão os eleitores e munícipes?

Parece também que se preparam alternativas muito credíveis e fortes o que é muito bom para a democracia.

E sendo assim, talvez faça mesmo sentido que se faça uma sondagem, mas de forma isenta e com perguntas elaboradas de forma independente, porque só assim, mesmo para quem paga a sondagem, o resultado será o mais adequado para se preparar para os grandes desafios que se avizinham.

Acima de tudo, o que precisamos é que os destinos do concelho sejam geridos por gente com visão estratégica, humilde, disponível para o povo, empresas e associações, usando com muito cuidado os meios que o município tem ao seu dispor e que mais não são do que os impostos de todos.

Desejo a todos um Bom Natal e um 2021 cheio de esperança e muita saúde.


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