Francisco André Santos

Diacrónicas

Agradecimento

Neste combate, neste privilégio, palco, ideometro, volto à falta de tópico. Nesta biblioteca gerida pelos cidadãos, interromperam-me a frase para que saltasse da mesa. A par dessas conversas para a prático do holandês, que organizam sempre ao fim de semana, um velho pinta uma árvore repleta de flores. Azul, verde, castanho, amarelo e rosa contrastam com a sua barba e a do seu parceiro, nível 3 numa escala Gandalf. Mas parece-me que tenho que procurar alguma outra ideia para dedicar ao leitor a dedicação a estes parágrafos.

Um golo do chá e pego na caneta. Agora, bebo com a mão esquerda enquanto penso no que lhe escrever. Exponho-me? Não me exponho? Aquela formula do episódio pseudo-exótico além do autocarro de chineses que visita a Batalha? Que país escolher? Não tenho viajado muito e agora descobri que faz muito mal ao planeta estarmos sempre a andar de avião. É esta a ideia remotamente progressiva que apresento desta vez. Talvez não chegue. É mais um fato científico que outra coisa. Mas se calhar, não sabem, e pessoalmente, se tivesse nesse bonito canto da Europa também não me importava tanto de andar de avião. E também não me importava com andar de bicicleta por causa dessas colinas, ainda que o governo tenha começado a subsidiar bicicletas elétricas.

Até gostava de falar de amor, mas pouco sentido faz. Também, ela não ia traduzir isto. E ninguém precisa de saber que calhou voltar a ver o “Sunshine of the Spotless mind” e que tomo inspiração, além do guião criado pelo Andy Kaufman, neste plágio narrativo. Que a sua máquina para fazer esquecer uma relação, pode ser muito útil, mas que também não quereria esquecer o que aprendi, que me dá assunto e vou incluindo o que me vai na cabeça.

Posto isto, já escrevi neste texto de rajada, sem alterações ou análises gramaticais, que também, se não fosse a criatividade, deixava os exames de português na negativa. Mas não tenho mais adjetivos ou tipologias. Também, de qualquer das maneiras a minha irmã acha que a escola está mal feita e não eu é que estou mal feito para a escola. Já escrevi sobre a escola do future então se agora disser mal das escolas semiprivadas não me fica bem.

Não sei se este é o meu último texto, mas se for, é num paragrafo que agradeço… a quem mesmo? Ao leitor, à leitora, ao diretor e à diretora? Afinal de contas, meti em tantas entrelinhas nomes e códigos para saberem como vou, para me expressar, para ter um palco e realizar prendas, saudades e criar artefactos para as minhas memórias que devo mesmo agradecer. Felizmente tenho o computador para corrigir estes erros todos. Ah! E obrigado aos pré-revisores das crónicas também.

Depois de ouvir o “you don’t know me” do Caetano Veloso, também agradeço essa pinta de pseudointelectual que me dão e que levo para o café neste caderninho. Não é todos os dias que posso partilhar nomes de gente que ninguém sabe e até por citações delas e deles. Ia por aqui mais opiniões, mas continuo sem trabalho e se me apanham isto na net estou tramado. Isto se é que alguém se importa. No outro dia até tive 23 partilhas mas também pus (até menos) sexo no título do artigo. Já o outro sobre a conta no banco Rabo também entusiasmou as pessoas. Onde é que isto vai.

Bem, chega de me espiarem a cabeça, e de procurar tema. Acho que isto já é uma página. Sejam bonzinhos uns com os outros, sejam sustentáveis, participativos, e se tiverem que ter preconceitos, tenham poucochinhos. Como diz o Conan: “Escangalhei o telemóvel”.


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