Núcleo de Combatentes da Batalha

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2020, o Natal possível

 

O Natal é, para as comunidades cristãs em geral, provavelmente a época mais festiva de cada ano, por estar associada ao nascimento de Jesus Cristo, que supostamente ocorreu a 25 de dezembro, há 2020 anos. E dizemos “supostamente” porque não só tal informação nem sequer consta na Bíblia como, em boa verdade, ninguém sabe a data exata do nascimento de Cristo.

Aliás, esta data só foi adotada pelos cristãos já em pleno século III, embora não tenha sido propriamente aleatória mas, sim, porque já há milénios que outros povos e civilizações a celebravam, designadamente os romanos, por ser a chegada do inverno (solstício de inverno) ou por outros motivos.

Como quer que fosse, a data foi oficializada pelo papa Júlio I (337-352), tendo até, em 529, tal dia sido declarado feriado nacional em todos os territórios que faziam parte do Império Romano, pelo então seu imperador Justiniano e, com o passar dos séculos, o dia 25 de dezembro passou a ser oficialmente aceite como o do nascimento de Jesus Cristo.

Ora, com epicentro no Natal, vão surgindo celebrações subjacentes, com significados diferenciados, de origem pagã ou religiosa. Por exemplo, o Presépio é um símbolo religioso que muitas famílias não dispensam pelo Natal. Porém, já em tempos mais recentes, do que quase nenhum cristão prescinde é da sua árvore de Natal, embora a origem da mesma esteja mais ligada a um ato pagão, portanto, muito anterior à apropriação que dela fez o monge Martinho Lutero (século XVI).

A mais recente representação natalícia é o “Pai Natal” que, na noite da “consoada” (de 24 para 25 de dezembro), anda por aí a distribuir prendas, a esmo. Infelizmente, este personagem, embora tão do agrado de toda a criançada, não passa de uma operação de marketing comercial e consumista, inventado pela Coca-Cola em 1931, embora as suas reais origens remontem ao século IV, d.C., tendo a ver com verdadeiras acções caritativas praticadas pelo arcebispo de Mira (Turquia), São Nicolau, que costumava ajudar, anonimamente, as pessoas em dificuldades.

Enfim, caríssimos leitores, relembrámos aqui alguns factos importantes ligados ao Natal; Natal que nos está a “bater à porta”, mas em que a maioria de nós nem sabe como o poderá celebrar este ano, devido à horrível pandemia que há 9 meses nos vem assolando e ainda não temos certezas de quando nos deixará.

De facto, sendo o Natal, na sua verdadeira essência, uma festa familiar, como podem as famílias reunir-se, se todos nós sabemos que esse “bicho peçonhento” parece ter o dom de adivinhar onde as pessoas se reúnem e nunca perde qualquer dessas reuniões para nelas se infiltrar… e continuar a dar-nos cabo da vida?...

Pois é, senhoras e senhores, agora que já há uma luz a brilhar ao fundo do túnel, não podemos deitar tudo a perder, só por ser Natal. Não estamos aqui para dar instruções e muito menos conselhos a quem quer que seja. Mas, acima de tudo pelas vossas famílias, tentem fazer um último sacrifício e evitem reuniões familiares, pelo menos com mais de quatro ou cinco membros.

Qualquer pessoa de bem ficará com remorços para o resto da sua existância se, não fazendo tal sacrifício neste Natal, vier a provocar, devido a isso, qualquer mal a um ente querido que, no limite, até poderá levar à perda da sua vida.

 

Natal em tempos de pandemia…

Natal, um tempo místico para a cristandade,

Sereno, cheio de luz, alegria, paz e fraternidade,

Mas que em 2020 poderá deixar os crentes de alma vazia,

Porque anda no ar uma invisível, terrífica e mortal pandemia!...

 

É um desígnio divino? Desforra da natureza? Perfídia humana?

De momento pouco interessa, porque o importante agora é todos ajudarmos no extermínio desta praga insana.

 

Cuidem-se, caríssimos, cuidem-se e votos de um sereno Natal.


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